No processo da produção de leite, são muitas as demandas de manejo, como:
- Manejo alimentar;
- Manejo de piquetes;
- Manejo sanitário;
- Manejo de ordenha.
Atividades essas, que demandam tempo tornando a situação estressante ao animal e de alto custo ao produtor, causando um reflexo negativo a produtividade de leite e lucratividade do produtor.
Dessa forma, buscar meios para otimizar os manejos, reduzir o estresse e tempo de mão de obra se torna necessário ao produtor.
Uma das estratégias para se realizar essa otimização, é a modernização da ordenha, trocando o sistema de ordenha manual para um sistema de ordenha mecânico.
Modernizar o processo de ordenha de vacas leiteiras utilizando ordenhadeira mecânica traz padronização, velocidade, agilidade, eficiência, consistência e benefícios tanto para os animais quanto aos produtores.
Com o objetivo de retirar de forma rápida, completa e cuidadosa a maior quantidade de leite do úbere da vaca, a ordenha mecânica, quando bem regulada, assegura maior qualidade do processo de ordenha. Isso se dá por ser configurada e posicionada para atender a demanda específica de uma propriedade.

Os objetivos de modernizar o processo de ordenha com ordenhadeiras mecânicas são:
- Redução do tempo para realizar a ordenha;
- Redução de tempo de mão de obra;
- Redução do estresse do animal;
- Mais de um animal ordenhado por vez;
- Facilidade da operação e manejo;
- Melhor desempenho na execução da rotina.
Vale lembrar que todo o processo deve ser planejado de forma equilibrada estabelecendo o tempo que cada animal ficará na ordenha. Este tempo não deve ser muito curto ou muito longo, o produtor deve entender que se o tempo for curto o animal reterá algum leite, podendo gerar mastite, e se o tempo for longo o animal ficará susceptível a alguma lesão nos tetos por estar muito tempo com eles em sucção sem a ejeção de leite.
Outro ponto a ser observado é a pressão de sucção da ordenhadeira, sendo o ideal de 46kPa até 50kPa – Quilo Pascal a evitar alguma lesão nos tetos também.
No final, o objetivo é um equilíbrio na: velocidade de ordenha; pressão de sucção; e manutenção nos equipamentos, que vai garantir uma redução eficiente no tempo de ordenha e saúde dos tetos das vacas.

Para modernizar o processo de ordenha o produtor pode se optar por adquirir ordenhadeiras que utilizam um dos sistemas abaixo:
- Ordenhadeira balde ao pé;
- Ordenhadeira canalizada linha alta;
- Ordenhadeira canalizada linha intermediária;
- Ordenhadeira canalizada linha baixa;
A diferença da canalizada para a balde ao pé, é que a canalizada leva o leite ordenhado imediatamente direto ao tanque de resfriamento, enquanto a de balde ao pé, trabalha com o enchimento do balde e precisa que o operador despeje esse leite no tanque de resfriamento manualmente.
Vale lembrar que o tipo de ordenha e número de conjuntos de teteiras, varia de acordo com a necessidade de cada propriedade, considerando o número de animais que se deseja ordenhar simultaneamente, estrutura e condições de investimento de cada produtor.
Cada ordenhadeira será configurada também de acordo com as características de produção.

Para otimizar a ordenha e o processo de gestão da produção leiteira, outro equipamento muito utilizado juntamente com a ordenhadeira é o medidor automático de leite, esse é ligado diretamente a ordenhadeira e é responsável pela medição individual da produção de leite de cada animal ordenhado.
Dessa forma a implementação do medidor de leite no processo de ordenha, elimina a necessidade de pesar o balde da ordenha manual em uma balança, reduzindo o tempo de coleta dos dados e eliminando as chances de erro, além de acelerar o processo evitando o estresse dos animais por reduzir o tempo de ordenha.
Importante relembrar que o processo de otimização de ordenha conta também com o treinamento, experiência e devida capacitação do ordenhador, tornando esse um processo contínuo. A cada atualização e melhoria no sistema, partes e peças da ordenhadeira, o colaborador também deverá ser capacitado.
O produtor deve verificar a necessidade de implementação da melhoria no seu sistema de ordenha avaliando alguns índices de rendimento, tais como:
- Vacas ordenhadas / hora;
- Lotes ordenhados / hora;
- Tempo de ordenha e fluxo médio de leite;
- Eficiência de ordenhador.

Quando o processo de ordenha atual não consegue atender a demanda de forma eficaz, exemplo: se o animal fica muito tempo na sala de ordenha, se o tempo total de ordenha está muito alto, se a quantidade de mão de obra não atende a quantidade de animais em lactação, isso significa que está na hora do produtor otimizar seu processo de ordenha investindo em tecnologias, mão de obra e treinamentos.
Importante ressaltar que para planejar a mudança de um sistema manual de ordenha para um sistema mecânico de ordenha o produtor deve considerar: no custo da mecanização, no número de animais a serem ordenhados, no número de ordenhadores e no tempo de ordenha.
Para otimizar a produção leiteira e reduzir custos e estresse, a adoção de tecnologias como a ordenha mecânica é essencial.
Sistemas como ordenhadeira balde ao pé e ordenhadeira canalizada melhoram a eficiência, permitindo que mais vacas sejam ordenhadas por hora, além de simplificar o manejo.
O uso de medidores de leite eletrônicos aumenta a precisão na coleta de dados, enquanto os tanques de resfriamento garantem a qualidade do leite armazenado.
Essas inovações, juntamente com treinamento adequado, são fundamentais para uma produção leiteira moderna, eficiente e lucrativa.

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